quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sobre surpresas

       Penso que existem várias formas de chegar à felicidade, e a surpresa é uma das melhores delas. Receber um presente inesperado, um elogio de um desconhecido ou reencontrar um amigo que há muito tempo não vejo. Nesse caso, uma amiga.
       Recebi de uma outra amiga, por email já que tenho que faltado às aulas, a notícia que uma amiga minha que havia mudado de escola voltou e estava na nossa turma. Nunca havia nem pensado na possibilidade de ela voltar e, então, fiquei feliz com a notícia. E mais, percebi que, na verdade, sentia sua falta.
       Engraçado eu não ter percebido que sentia sua falta antes, mas acho também que não me deixei sentir. Eu, no ano que passei com ela, fui amiga e senti inveja dela, também fiquei chateada com ela sem que ela soubesse – e isso foi injusto. Depois me arrependi e fiquei chateada comigo mesma.
       É confuso estar chateado consigo mesmo, é esquisito, e passei boa parte dos últimos meses que tive com ela chateada comigo por ter sido injusta – mesmo que ela não soubesse. Acredito que essa confusão de sentimentos não deixou que eu sentisse sua falta.
       Quero, com esse texto, pedir desculpas a ela – mesmo que, até agora, ela não soubesse de nada disso.
       É verdade que sinto inveja de seus cabelos ruivos, de sua beleza e de sua incrível capacidade de ser a pessoa mais simpática (e fofa!) desse mundo. O que quero dizer mesmo é:
Bem vinda de volta, Mari! 

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