terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre religião

Às vezes cansa ver tantos ataques ao cristianismo, e em especial à Igreja católica. Entendo que discordem e que não acreditem, mas não entendo porque atacam aqueles que crêem. E, para mim o pior, não sei por que tentam fazer aqueles que crêem deixarem de crer.
Não se pode deixar acreditar e crer em paz? Não buscamos o mal, muito pelo contrário, as religiões cristãs visam o bem, o amor ao próximo. A quem estamos atrapalhando para sermos vítimas de tantos ataques?
Podem existir padres pedófilos, podem haver cristãos que não são boas pessoas e, é verdade, existem muitos. Eu, por exemplo, sou cristã e ainda assim falho muito,sou grossa, falto com respeito, me estresso, sou impaciente e tenho todo um rol de defeitos, mas esses defeitos meus, esses meus defeitos humanos, não invalidam a minha religião.
Também não estou dizendo que não existam ateus que são boas pessoas. Existem. A religião não é um pré-requisito para que uma pessoa seja considerada boa ou má. A religião é só um modo de vida, um modo de ver o mundo, uma série de valores compartilhado por muitas pessoas ao redor do globo, em suma, uma fé comum a vários. 
Sei muito bem que a religião foi, e ainda é, usada como preceito para atos errados de um ponto de vista ético e até religioso. Sei dos atos da igreja católica no período da Idade Média. Estou lendo um livro chamado “Os cavaleiros de preto e branco”, do escritor Jack Whyte. O livro trata dos templários e das cruzadas, é uma ficção norteada por elementos históricos. E há um trecho, uma fala na verdade, interessante no livro, cheguei a sublinhá-lo: “– Não há nada de divino aqui, e eu sei que vocês todos sabem disso. A casta de padres com quem nós temos de lidar não liga a mínima para as coisas de Deus, exceto quando lhes apraz empunhar o nome Dele como uma arma em seu próprio interesse. São todos desse mundo... e famintos pelo poder e pelos prazeres que ele contém. Eles compram seus ofícios, vivem em fornicação e devem cheirar mal às narinas de Deus.”
Nesse único trecho, há muitas ideias interessantes. Uma delas: “ – Não há nada de divino aqui, e eu sei que todos vocês sabem disso.” 
     Ora, confundem a Igreja com Deus e Deus com seus seguidores e seus seguidores com a Igreja. A Igreja é sujeita a erros, e esses erros nos fazem lembrar que, apesar de tudo, a Igreja é formada por homens. Não é por terem dedicado a vida a servir a Deus que padres, etc. têm menos direito de errar que os outros humanos.
Há também a segunda parte da mesma frase,a parte que diz que “todos sabemos disso”. A Igreja, como já disse, erra. Mas isso não desvaloriza seus cristãos seguidores. O fato de que a Igreja erra não diminui a pureza das intenções dos seguidores dessa religião.
E, outra coisa que tiro dessa frase ainda, a religião não é a Igreja. A religião é Deus, é Jesus Cristo. A Igreja é a constituição a qual seguimos, participamos e pela qual propagamos nossa fé. Mas a religião não consiste nos humanos, mas sim em Deus e seus mandamentos.
Por último, um argumento que já ouvi ser usado contra a Igreja, é o fato de dizerem que há na bíblia referências a escravos, chacinas, e outras coisas do tipo. E pode sim haver, porém devemos ter em mente que a bíblia é um livro histórico, retratando valores e culturas de um certo tempo, que hoje são inaceitáveis a nós, mas, no período, eram normais.
    Bem, acho que por agora era isso... Não há problemas em não aceitar a religião católica, assim como qualquer outra, mas o respeito é essencial. Respeitem mais.



Nota sobre a imagem: 
”O peixe se tornou um símbolo da fé cristã nos primórdios dessa prática, onde os fiéis eram perseguidos e maltratados. Para se identificar, eles usavam uma frase em grego: Iesus Christus Theou Yicus Soter, que em português significa “Jesus Cristo, de Deus o Filho Salvador”. Se pegarmos as letras em negrito das palavras em grego, veremos que elas formam um acrônimo: ICHTHYUS. Adivinhem o significado dessa palavra... Muito bem, significa peixe.
Pois foi exatamente dessa forma que os primeiros cristãos passaram a se identificar. Ao se encontrarem, um deles desenhava um arco na areia. Se o outro desenhasse outro arco ao contrário, formava-se um peixe e estava reconhecido um irmão na fé. Algo muito parecido com alguns cumprimentos entre os religiosos da atualidade, como “Paz de Deus, irmão”, ou coisa parecida. Com o passar do tempo, a figura do peixe associou-se ao cristianismo.
Trecho retirado de: BALLESTERO BORSETTI, Luiz Gustavo. Por que o símbolo do cristianismo é um peixe? Disponivel em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/print.php?storyid=93



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