Às vezes
cansa ver tantos ataques ao cristianismo, e em especial à Igreja católica.
Entendo que discordem e que não acreditem, mas não entendo porque atacam
aqueles que crêem. E, para mim o pior, não sei por que tentam fazer aqueles que
crêem deixarem de crer.
Não se pode
deixar acreditar e crer em paz? Não buscamos o mal, muito pelo contrário, as
religiões cristãs visam o bem, o amor ao próximo. A quem estamos atrapalhando para
sermos vítimas de tantos ataques?
Podem existir
padres pedófilos, podem haver cristãos que não são boas pessoas e, é verdade,
existem muitos. Eu, por exemplo, sou cristã e ainda assim falho muito,sou
grossa, falto com respeito, me estresso, sou impaciente e tenho todo um rol de
defeitos, mas esses defeitos meus, esses meus defeitos humanos, não invalidam a
minha religião.
Também não
estou dizendo que não existam ateus que são boas pessoas. Existem. A religião
não é um pré-requisito para que uma pessoa seja considerada boa ou má. A
religião é só um modo de vida, um modo de ver o mundo, uma série de valores
compartilhado por muitas pessoas ao redor do globo, em suma, uma fé comum a vários.
Sei muito
bem que a religião foi, e ainda é, usada como preceito para atos errados de um
ponto de vista ético e até religioso. Sei dos atos da igreja católica no
período da Idade Média. Estou lendo um livro chamado “Os cavaleiros de preto e
branco”, do escritor Jack Whyte. O livro trata dos templários e das cruzadas, é
uma ficção norteada por elementos históricos. E há um trecho, uma fala na
verdade, interessante no livro, cheguei a sublinhá-lo: “– Não há nada de divino aqui, e eu sei que vocês todos sabem disso. A
casta de padres com quem nós temos de lidar não liga a mínima para as coisas de
Deus, exceto quando lhes apraz empunhar o nome Dele como uma arma em seu
próprio interesse. São todos desse mundo... e famintos pelo poder e pelos
prazeres que ele contém. Eles compram seus ofícios, vivem em fornicação e devem
cheirar mal às narinas de Deus.”
Nesse único
trecho, há muitas ideias interessantes. Uma delas: “ – Não há nada de divino aqui, e eu sei que todos vocês sabem disso.”
Ora,
confundem a Igreja com Deus e Deus com seus seguidores e seus seguidores com a Igreja.
A Igreja é sujeita a erros, e esses erros nos fazem lembrar que, apesar de
tudo, a Igreja é formada por homens. Não é por terem dedicado a vida a servir a
Deus que padres, etc. têm menos direito de errar que os outros humanos.
Há também a
segunda parte da mesma frase,a parte que diz que “todos sabemos disso”. A
Igreja, como já disse, erra. Mas isso não desvaloriza seus cristãos seguidores. O fato de que a Igreja erra não diminui a pureza das intenções dos seguidores dessa
religião.
E, outra
coisa que tiro dessa frase ainda, a religião não é a Igreja. A religião é Deus,
é Jesus Cristo. A Igreja é a constituição a qual seguimos, participamos e pela qual propagamos nossa fé. Mas a religião não consiste nos humanos, mas sim em Deus e seus mandamentos.
Por último,
um argumento que já ouvi ser usado contra a Igreja, é o fato de dizerem que há na
bíblia referências a escravos, chacinas, e outras coisas do tipo. E pode sim
haver, porém devemos ter em mente que a bíblia é um livro histórico, retratando
valores e culturas de um certo tempo, que hoje são inaceitáveis a nós, mas, no
período, eram normais.
Bem, acho que por agora era isso...
Não há problemas em não aceitar a religião católica, assim como qualquer outra,
mas o respeito é essencial. Respeitem mais.
Nota sobre a imagem:
”O peixe se tornou um símbolo da fé
cristã nos primórdios dessa prática, onde os fiéis eram perseguidos e
maltratados. Para se identificar, eles usavam uma frase em grego: Iesus
Christus Theou Yicus Soter, que em português significa “Jesus Cristo, de Deus o
Filho Salvador”. Se pegarmos as letras em negrito das palavras em grego,
veremos que elas formam um acrônimo: ICHTHYUS. Adivinhem o significado dessa
palavra... Muito bem, significa peixe.
Pois foi exatamente dessa forma que os primeiros cristãos
passaram a se identificar. Ao se encontrarem, um deles desenhava um arco na
areia. Se o outro desenhasse outro arco ao contrário, formava-se um peixe e
estava reconhecido um irmão na fé. Algo muito parecido com alguns cumprimentos
entre os religiosos da atualidade, como “Paz de Deus, irmão”, ou coisa
parecida. Com o passar do tempo, a figura do peixe associou-se ao cristianismo.”
Trecho
retirado de: BALLESTERO BORSETTI, Luiz Gustavo. Por que o símbolo do
cristianismo é um peixe? Disponivel em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/print.php?storyid=93

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